A cidade e seus reencontros

Houve um dia, semana passada, em que eu estava tomado por sentimentos complexos, e achei que seria uma boa ideia caminhar longamente pelas ruas intensas do Rio de Janeiro. Eu tentava andar atento às belezas escondidas por detrás do cimento e da pressa – existem muitas. Mas nem sempre conseguia, porque a metrópole insiste em nos ensinar a lição errada – a de privilegiar o relógio ao invés das árvores, das pessoas, dos sorvetes, dos morros e dos passarinhos.

O que quero dizer, no entanto, é que por tanto caminhar, acabei reencontrando três grandes amigos. E como são lindos os reencontros! Como são doces os instantes em que nos entregamos ao outro, e sentimos a diversidade das almas colorindo a vida da gente com seu pincel invisível. Então, dos três, ouvi frases distintas, pensamentos diferentes, sonhos desiguais, mas igualmente belos. E pensei como são lindas as diferentes formas de ser e de viver. E como é uma dádiva poder estar em contato com todas elas em um mesmo dia, em pouco espaço de tempo.

Me perdoem esse texto excessivamente afetuoso a ponto de ser um tanto piegas. Mas era preciso celebrar a grandeza da amizade e a diversidade do mundo. E por falta de outros espaços, decidi fazê-lo aqui mesmo. Ao planeta Terra, o meu cordial agradecimento. Muito obrigado.

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