Alegria! Veio à Terra a luz!

Por Leandro Uchoas

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu a ele o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
(João 3, 16)

Que neste Natal, a mensagem libertadora de Jesus de Nazaré, maior hino de amor que esse planeta conheceu, novamente nos inspire. Há dois mil anos, Ele nascia em uma estrebaria, porque seus pais haviam sido expulsos de sua terra e renegados em inúmeras casas. Nasceu na Palestina, ainda hoje oprimida por seus povos irmãos. Nasceu sem-teto e refugiado, filho de um pobre carpinteiro e uma mulher de santos valores. Viveu de forma poética, espalhando amor pelas terras áridas da Galileia e Judeia, contando histórias populares e ouvindo a dor de todos os humilhados e humilhadas.

Pregou nos montes, longe dos templos luxuosos, ao lado das árvores e passarinhos, porque Ele não tinha religião. Enfrentou o império mais poderoso da época, o romano, e foi por ele assassinado. Denunciou os vendilhões do templo e os hipócritas que, hoje em dia, reivindicam-se seus seguidores. Foi seguido por pescadores, cobradores de impostos e prostitutas que depois disseminaram sua mensagem. Na contramão do luxo da basílica de São Pedro e dos templos neopentecostais de hoje, Jesus não tinha “nem uma pedra onde repousar sua cabeça”. Chamava Deus de Abba, que quer dizer paizinho, e a nós chamava de irmãos. Dizia que nós éramos deuses, que éramos a luz do mundo, o sal da terra. Impérios foram destruídos depois dele, povos desapareceram, mas sua mensagem segue firme e inabalável pelos anos, libertando cada alma que nela de fato mergulha.

Que nessa época, nos lembremos mais do Jesus de verdade do que deste Jesus de plástico de que se fala nos templos luxuosos dos anti-cristãos. Lembremos do Jesus rebelde, subversivo, que pregava a ternura e a partilha, jamais a competição e a intolerância. Casa das experiências humanas, o planeta Terra precisa mais do que nunca da mensagem de renovação e ternura do menino pobre que nasceu sobre a palha dos lugares menos nobres de uma cidade periférica. Que suas palavras e atos, infelizmente ainda pouco compreendidos, sirvam de norte aos que já acordaram para a luz. Feliz Natal a todas e todos!